Dario I, o Grande (em persa antigo Dārayavaush, "aquele que preserva o Bem", em persa moderno داریوش, Dâriûsh, em grego clássico Δαρεῖος, Dareîos) (cerca de 549-485 a. C.), foi um rei aquemênida da Pérsia entre 521 a. C. e 485 a.C. Dario era filho de Histaspes, sátrapa da Pártia, neto do rei persa Arsames; pertencia portanto a um ramo secundário da família real aquemênida. Sua mãe chamava-se Vardagauna. Como um parente de Cambises II, Dario pertencia a uma das mais poderosas famílias nobres que formavam o Império Aquemênida. Abaixo, representação de Dario I num relevo do palácio de Persépolis.
Heródoto conta que, durante a conquista do Egito, Dario visitou Mênfis onde se encontrou com um grego chamado Siloson de Samos. Naquele tempo, diz Heródoto, Dario era um doriphoros, isto é, um portador de lanças de Cambises e não tinha nenhuma importância especial. O problema com esta afirmação é que Heródoto parece ignorar que doriphoros, que ele usa ingenuamente, é provavelmente uma tradução de arshtibara, o título de um dos oficiais mais importantes da corte persa. De tudo o que ele pode ter sido, Dario foi certamente um homem importante na corte persa. Quando Cambises morreu em julho de 522 não havia conseguido impedir a usurpação que o mago Gaumata tinha feito fazendo-se passar por Esmerdis, irmão falecido de Cambises que o próprio rei anteriormente tinha ordenado ser assassinado. O exército ficou sem comandante e Dario, o arshtibara, agora tornou-se inesperadamente um general. A situação foi, talvez, semelhante ao do exército dos "dez mil" mais de um século depois: de repente, encontrando-se sem os comandantes, os militares escolheram os novos líderes, que ganharam prestígio quando eles foram capazes de manter o exército intacto e seguro. A proeminência de Dario ao poder deve ter sido mais ou menos assim.
No oriente, ninguém se atreveu a levantar-se contra Gaumata, quer por medo ou por crer que realmente ele era Esmerdis. Mas Dario, que, com a ajuda de seis nobres e, como proclamado na inscrição de Behistun, com ajuda do deus Ahura Mazda, tentou recuperar o trono do império Persa para a dinastia aquemênida.
Otanes (Utâna), irmão de Cassandane, mãe de Cambises e Esmerdis, foi o primeiro a suspeitar da fraude de Gaumata. A partir de informações de sua filha Fedimia, esposa de Esmerdis, Otanes teve a certeza de tratar-se de um impostor no trono aquemênida e reuniu-se com outros nobres persas Gobrias (Gaubaruva) e Ardumanish (mencionado como Aspatines por Heródoto) para discutir o assunto. Juntos, eles decidiram partilhar o segredo com três outros conspiradores Hidarnes (Vidarna), Intafrenes (Vindafranâ) e Megabizo I (Baghabuxša). À esquerda, representação de Intafrenes em Behistun. Como indicado na inscrição de Dario encontrada em Susa, seu pai Histaspes e seu avô Arsames ainda estavam vivos na época da usurpação de Gaumata. Apesar da idade (28 anos) foi Dario que herdou o direito aquemênida ao trono persa, proclamando que ele tinha sido identificado como futuro rei por hipomancia, isto é, adivinhação por cavalos (conforme Ctesias e Heródoto). O cavalo de quem relinchasse primeiro ao nascer do sol indicaria seu montador como o futuro rei. E foi o que aconteceu a Dario que, segundo Heródoto, foi ajudado por seu cavalariço Oebares para lograr o êxito na indicação. Abaixo, representação do triunfo de Dario I sobre Gaumata n orelevo de Behistun.


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