
Na fronteira ocidental do império meda havia o reino da Lídia (imagem ao lado). Creso, rei da Lídia, era cunhado de Astíages, o rei meda deposto, havendo, portanto, uma aliança de casamento entre os dois reinos. Segundo Heródoto, Creso consultou o oráculo de Delfos sobre a oportunidade de atacar os persas, e o oráculo respondeu que se o fizesse, destruiria um grande império. Então, Creso atravessou o rio Hális enfrentado Ciro em Pteria não havendo vitória para nenhum dos dois lados. Creso retirou-se para passar a estação fria e aguardar reforços de seu aliado o Faraó Ahmés II do Egito e da cidade grega de Esparta. Ciro, mesmo estando em desvantagem numérica (3 x 1) , ante os reforços dos aliados de Creso, avançou nas terras da Lídia enfrentando-os os exércitos de Creso na Batalha de Thymbra (547 a.C.), onde os lídios e seus aliados foram derrotados pelos persas. Creso refugiou-se em Sardes e a cidade foi assediada pelos persas por 14 dias. Sardes caiu e Creso prestes a ser queimado na fogueira, teve a vida poupada por Ciro. O grande império que acabou sendo destruído, segundo o oráculo, era o do próprio Creso. Abaixo, ânfora grega retratando o Rei Creso a ponto de ser incinerado por ordem de Ciro.

Já a Crônica de Nabonido informa-nos que no verão de 547 a.C., Ciro "conquistou o país de Li[...]" e matou seu rei. Os símbolos cuneiformes que representam o reino conquistado parecem indicar a "Lídia". O problema é que contradiz amplamente Heródoto quanto à época da conquista de Sardes e à morte de Creso. Abaixo, moeda lídia do tempo de Creso (560 - 546 a.C.).
Os primeiros anos da conquista persa da Lídia foram tumultuosos. Pactias, lídio nomeado por Ciro como administrador do tesouro de Sardes, o qual deveria enviar para a Pérsia, arregimentou mercenários e liderou uma rebelião contra o governador persa Tabalo logo após a retirada de Ciro, e chegou a assediar a Sardes, mas a revolta foi suprimida pelo sátrapa Mazares. Pactias fugiu para a Jônia perseguido pelas tropas persas que conquistaram Magnésia e Priene. Mazares morreu pouco depois e Harpago, seu sucessor, liderou a conquista das cidades gregas da Ásia Menor, da Lícia, Cilícia e Fenícia retornando à Pérsia em 542 a.C. Abaixo, ilustração de Ciro, o Grande, comandando suas tropas.

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O Império de Ciro sobreposto às fronteiras dos países atuais |
REFERÊNCIAS:
http://es.wikipedia.org/wiki/Ciro_II_el_Grande
http://www.iranica.com/newsite/index.isc?Article=http://www.iranica.com/newsite/articles/v6f5/v6f5a026.html
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Persia-Cyrus2-World3.png
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